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Malha não é somente um tecido. Mas é um nome de um projeto  que tem um dos sócios “André  Carvalhal”.

No Rio, Rony Meisler, CEO do grupo Reserva, e André Carvalhal, cofundador da Malha, trabalham com essa ideia há bastante tempo, incentivando novos modelos de business de moda que integram a ideia de felicidade pessoal à responsabilidade social e ambiental.

 André Carvalhal é  professor de moda e ex-gerente de marketing e conteúdo da Farm, Herman é o fundador do Templo, o maior coworking do Rio, com espaços na Gávea e em Botafogo. Foi nos jardins do casarão centenário que abriga a sede da Gávea que a ideia floresceu. Frequentemente, acontece ali um almoço, cujo cardápio é a troca de experiências. Em abril de 2015, a moda virou prato principal. A pergunta era: como pensar moda, a segunda indústria que mais emprega e a segunda que mais poluí no planeta, no contexto contemporâneo, onde consumo e sustentabilidade têm que andar juntos?

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Ahlma é, na verdade, um anagrama de Malha. A marca, está no endereço no Leblon onde funcionava a Richards Off (Rua Carlos Gois 208), não é apenas um ponto para venda de roupas. Existem cursos, aulas de ioga, meditação e biodança; um bar de sucos do Amì, que começou na Junta Local; uma mini mercearia com produtos regionais; a lavanderia ecológica paulistana House of Bubbles; um laboratório para consertos e personalização de peças; uma multimarca com a participação de criadores de todo o país, incluindo nomes da nova moda carioca, como Guto Carvalhoneto; André Namitala, da Handred; e Marcella Franklin, da Haight; brechó e um guarda-roupa por assinatura, em que o cliente paga uma mensalidade e pega a roupa emprestada.

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A roupa da Ahlma é, como define André, “um guarda-roupa livre, que não chega a ser agênero, mas não é só para meninos ou só para meninas”. O mais importante é que a marca faz o percurso de produção da indústria da moda na direção contrária: partirá do estoque de matéria-prima para criar as peças, usando inclusive a sobra de material de outras marcas, como BlueMan, Redley e Maria Filó. O jeans pode vir de uma fábrica que recicla denim, o algodão será certificado.

“— Queremos fazer o novo a partir do que já existe. Tudo é produzido no Brasil, para incentivar as nossas fábricas, e com um mínimo de sobra para que o meio ambiente não seja agredido. A moda é a segunda indústria que mais polui no mundo, mas podemos deixar o planeta respirar. — diz André, que conhece bem os receios dos consumidores. — A roupa da Ahlma não vai ter cara de hippie. Será descolada e contemporânea, pronta para criar desejo.”

No primeiro andar, showroom, área de convivência, desks fixos, estúdio fotográfico e um restaurante café. No segundo andar, fashion lab, salas de reunião, escola e mais desks. O espaço pode abrigar 250 pessoas residentes, além de lojas pop-up e showroom.

Com estampas e frases que ecoam esse novo pensamento e essa nova maneira de fazer moda, André reforça que o objetivo de empresa é gerar o maior impacto positivo com o menor impacto ambiental possível — e nada disso é exatamente novo. “As pessoas têm repensado e remodelado a forma como moram, se alimentam e se deslocam; têm repensado suas escolhas diária, e a moda precisa refletir essa mudança, porque não é só de tendência e pioneirismo que vive a moda, mas de identificação também”, afirma.

A Malha é um projeto em rede, feito de baixo para cima por pessoas e marcas que acreditam em um futuro colaborativo e sustentável para a moda.

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É destes projetos que irão transformar o mundo da moda.

Vamos valorizar e ajudar a divulgar.

Abraços

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